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murillo
Cidade Limpa
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Penso que nunca verei
Um outdoor belo como uma árvore.
Talvez, a menos que os outdoors caiam,
Eu jamais verei árvore alguma.
I think that I shall never see
A billboard lovely as a tree.
Perhaps, unless the billboards fall,
I`ll never see a tree at all.
Ogden Nash, Song of the Open Road, 1933.
Parodia do poema de 1914 Trees de Joyce Kilmer .
I think that I shall never see
A poem lovely as a tree.
(...)
Fonte: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Cidade Limpa
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Pansement que jamais je ne verrai pas
un panneau-réclame beau comme un arbre.
Peut-être, à moins que les outdoors tombent,
Je jamais verrai arbre quelques-unes.
I think that I shall never see
billboard lovely l'A tree.
Perhaps, unless the billboards fall,
I `ll never see la tree at all.
Ogden Nash, Song of the Open Road, 1933.
Parodie du poème de 1914 Trees de Joyce Kilmer.
I think that I shall never see
poem lovely l'A tree.
(...)
Source : http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Limpie la ciudad
Automatically translated into Spanish thanks to WorldLingo
Pienso que nunca veré
una cartelera hermosa como árbol.
Quizás, a menos que al aire libre las caídas,
nunca vea el árbol algunos.
Pienso que nunca veré
la cartelera encantadora un árbol.
Quizás, a menos que caigan las carteleras,
ll del `de I nunca para ver el árbol en todos.
Ogden Nash, canción del Road abierto, 1933.
Parodiar del poema de 1914 Trees de Joyce Kilmer.
Pienso que nunca lo veré
poema encantador un árbol.
(...)
Fuente: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Pulisca la città
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Penso che non veda mai
un tabellone per le affissioni bello come albero.
Forse, a meno che all'aperto cadute,
non veda mai l'albero alcuni.
Penso che non veda mai
il tabellone per le affissioni bello un albero.
Forse, a meno che i tabelloni per le affissioni cadano,
ll del `di I per non vedere mai albero affatto.
Ogden Nash, canzone della Road aperta, 1933.
Parody del poem di 1914 Trees de Joyce Kilmer.
Penso che non lo veda mai
poem bello un albero.
(...)
Fonte: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Säubern Sie Stadt
Automatically translated into German thanks to WorldLingo
Ich denke, daß nie ich eine
Anschlagtafel sehe, die als Baum schön ist.
Möglicherweise es sei denn draußen Fälle,
ich nie Baum einige sehe.
Ich denke, daß ich nie die reizende
Anschlagtafel der Baum sehe.
Möglicherweise es sei denn die Anschlagtafeln fallen,
I `ll sehen nie Baum an allen.
Ogden Nash, Lied geöffneten Road, 1933.
Parodie des Gedichtes von 1914 Trees de Joyce Kilmer.
Ich denke, daß ich es nie
das reizende Gedicht der Baum sehe.
(...)
Quelle: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Clean city
Automatically translated into English thanks to WorldLingo
I think that never I will see
a billboard beautiful as a tree.
Perhaps, unless outdoors falls,
I never will see tree some.
I think that I shall to never see
billboard lovely the a tree.
Perhaps, unless the billboards fall,
I `ll to never see tree at all.
Ogden Nash, Song of the Open Road, 1933.
Parody of the poem of 1914 Trees de Joyce Kilmer.
I think that I shall to never see
It poem lovely the a tree.
(...)
Source: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Ren stad
Automatically translated into Swedish thanks to WorldLingo
Funderare I, som jag ska aldrig, ser
en affischtavla som är härlig som en tree.
Kanske om inte utomhus nedgångar,
jag ska aldrig, se treen några.
Funderare I som jag ser aldrig
den älskvärda affischtavlan en tree.
Kanske om inte affischtavlanedgången,
I-`- ll som aldrig alls ser treen.
Ogden Nash, Song av den öppna Vägen, 1933.
Parodi av poemen av 1914 Trees de Joyce Kilmer.
Funderare I som jag ser aldrig
den den älskvärda poemen en tree.
(...),
källa: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Очистьте город
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Я думаю что никогда я не буду видеть
billboard красивейший как вал.
Возможно, если outdoors падения,
я никогда не увидеть вал некоторые.
Я думаю что я никогда не буду видеть
billboard симпатичный вал.
Возможно, если billboards не упасть,
ll `I никогда для того чтобы не видеть вал на всех.
Ogden Nash, песня открытой Дороги, 1933.
Пародийность стихотворения 1914 Вал de Джойс Kilmer.
Я думаю что я никогда не буду видеть
его стихотворение симпатичное вал.
(...)
Источник: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
Schone stad
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Ik denk dat ik nooit een
aanplakbord mooi als boom zal zien.
Misschien, tenzij in openlucht dalingen,
ik nooit boom wat zal zien.
Ik denk dat ik mooi nooit
aanplakbord boom zal zien.
Misschien, tenzij de aanplakborden vallen,
I `ll om boom bij allen nooit te zien.
Ogden Nash, Lied van de Open Weg, 1933.
Parodie van het gedicht van 1914 Trees DE Joyce Kilmer.
Ik denk dat ik het nooit
mooi gedicht boom zal zien.
(...)
Bron: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
نظّفت مدينة
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أنا أفكّر أنّ أبدا سيرى
أنا لوح إعلان جميلة كشجرة.
ربّما, ما لم في الهواء الطلق سقوط,
أنا أبدا سأرى شجرة بعض.
أنا أفكّر أنّ سيرى
أنا سوفت أن أبدا لوح إعلان جميلة الشجرة.
ربّما, ما لم اللوح إعلان يسقطون,
أنا `[لّ] أن أبدا رأيت شجرة في كلّ.
[أغدن] [نش], أغنية من [روأد] مفتوحة, 1933.
محاكاة من القصيدة من 1914 [تريس] [د] جويس [كيلمر].
أنا أفكّر أنّ سيرى
أنا سوفت أن أبدا هو قصيدة جميلة الشجرة.
(...)
مصدر: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html
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| January 21, 2008 | 12:16 PM |
Loucos
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Quem é louco? Pergunto à senhora.
Aquele que ri ou aquele que chora?
Fôssemos todos loucos... loucos de dar nó
Doidos de pedra, banhados em chuva
Fumando cachimbos
Pulando num pé só.
- Murillo Martins
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Aurora
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Que a estrada contemple
os anseios da essência
e que a raiva
contida
seja mantida
em virtude da luta
não rancorosa
ora atribuída
por toda existência
- murillo martins
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Por que cursar Ciências Sociais? - Crítica à maturidade acadêmica
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por Tiago Mazeti *
É fato que as ciências sociais se configuram hoje como a superação da hipocrisia, alternativa crítica ao senso comum e, claro, como um conjunto de ciências extremamente humanista que visa à resolução das dificuldades sociais do homem. Para tanto, é necessário ao estudante de ciências sociais despir-se de sua própria hipocrisia, deixar de contribuir para com o senso comum, em sua palavra e em sua conduta. Isto significa transcender aquilo que somos enquanto indivíduos inseridos numa conjuntura mundial, ou seja, transformar a humanidade numa sociedade mais humanista, que agregue e não exclua, que coopere e não explore, que respeite e não marginalize.
O esforço dispensado por nós, futuros sociólogos, tem de objetivar uma postura acadêmica para fortalecer nosso caráter profissional e nossa maturidade pessoal. Esta preocupação parece-me imprescindível para que tenhamos uma formação sólida que nos possibilite embasar metodologicamente nossas críticas, afirmações e análises.
Todavia, ainda hoje, podemos perceber em um curso de ciências sociais uma enorme debilidade no que concerne à maturidade acadêmica, ou talvez sua inexistência, quando os estudantes se negam a discutir uma ementa de aula, ou até mesmo a grade curricular de seu próprio curso, de forma organizada, tendo como princípios fundamentais a ética acadêmica, a reciprocidade de respeito e o livre direito de expressão, desde que o façamos sem esquecermos que estamos em uma faculdade cujo curso possui demandas teóricas específicas.
A idiossincrasia deste curso não abarca de maneira alguma infantilidades que em nada contribuem a interação dos estudantes, para com o processo de maturação dos debates e com a produção do conhecimento em sala de aula. Sejamos nós weberianos, positivistas ou marxistas, nossas discordâncias têm de ser resolvidas de forma acadêmica e dentro da sala de aula, com o máximo de estudantes possível, não esquecendo que, ao tentar refutar a ideologia alheia, estamos criticando, antes de mais nada, idéias e não somente pessoas.
Mas qual seria a finalidade disto? Simplesmente provar que eu enquanto indivíduo estou correto e o outro não? Que eu detenho a razão absoluta?
Quando Albert Einstein foi indagado sobre a possibilidade de aplicar na prática sua teoria da transformação da matéria em energia, respondeu: “Isso equivale a atirar em pássaros num bosque com poucas árvores e no escuro total”. Anos depois, a humanidade perceberia, de forma drasticamente desumana, que Einstein estava errado. Contudo, um bom cientista não responde a uma questão como se o que fosse dizer correspondesse a uma verdade única e intransponível. Essa é a postura ideal para quem se pretende cientista em qualquer âmbito. Ouvir o outro (o contraponto) para depois debater, tendo como objetivo o avanço científico. Com isso, ao invés de isolarmos covardemente a contraposição, devemos aproximar os pontos de vista.
Esta meta aponta inexoravelmente para a consolidação da maturidade acadêmica, o que, de forma alguma, deve ser encarado como uma tarefa fácil. É a via mais árdua. Porém, se o que buscamos não é isso, não é a superação da futilidade humana, do descaso à falta de justiça social, com base na seriedade que a vida universitária exige, então pra que estudar ciências sociais?
* Tiago Mazeti é estudante do 5º semestre de Ciências Sociais do ISCA Faculdades e presidente do Diretório Acadêmico Vinte de Maio
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Uma verdade inconveniente
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Nesse documentário, Al Gore (que já foi ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América) exibe sua incansável e longa campanha ambiental. Seu objetivo é alertar a todos sobre os efeitos do aquecimento global e apontar as principais causas desse fenômeno que, gradativamente, vem alterando o comportamento de nosso ecossistema.
Mais do que uma simples campanha ambiental, é uma cutucada nas relações político-econômicas estabelecidas pelos principais (se não únicos) causadores desse problema: os seres humanos. Esses homens, apesar de suas máquinas fantásticas, ainda se baseiam na equação Economia x Planeta Terra para continuar a reprodução de seu capital e deixar toda questão ambiental para um outro momento.
Apoiado em dados científicos atualizados, Gore mostra como a verdade a respeito das políticas de preservação podem ser manipuladas por aqueles que detêm o poder.
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Conversa de mão
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Produzir pensando
pensar produzindo
pensando a produção
Mais do que uma conversa, é uma gritaria que gera uma overdose de sinapses.
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| February 7, 2007 | 1:56 PM |
Outro devaneio
Related to country: Brazil
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Abra uma cerveja,
ande de costas,
leia um livro de ponta cabeça,
use meias coloridas,
peça pra falar com o gerente,
coma de boca aberta,
enfie o dedo no nariz,
coloque os pés no chão,
agora ponha-os na cabeça.
Nonsense again
Translated into English by: Murillo M dos Santos
Have a beer,
walk backwards,
read a book upside down,
wear colorful socks,
ask to talk to the manager,
eat with your mouth wide open,
pick your nose,
put your feet on the ground,
now put them in your head.
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| February 2, 2007 | 7:56 AM |
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Related to country: Brazil
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"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "Vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "Vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "Vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
- Jose Regio
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Eu = Célula
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Fim de semana no mínimo memorável. Participei da equipe editorial do projeto GEO Juvenil Brasil e pude aprender muito.
O GEO (Global Environment Outlook) é um projeto criado pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente) que atua na área ambiental e vem como uma resposta às Agendas 21. A grande participação de jovens nesse processo fez surgir então o GEO Juvenil criando publicações e processos específicos para esse público. A versão brasileira dessa iniciativa, GEO Juvenil Brasil, visa potencializar as iniciativas e articulações existentes além de publicar algumas expressões e idéias de jovens e organizações de juventude em relação ao meio-ambiente.
Dentro de todo esse processo, conheci pessoas das diversas regiões do país, aprendi novas metodologias, dinâmicas, sentimentos e pude até mesmo identificar alguns conceitos que venho estudando dentro desses 4 dias de trabalho. Uma das novidades foi uma nova admiração que surgiu da minha parte em relação ao Rap (enquanto elemento da cultura Hip Hop). Tratando da temática do evento, ouvi um som chamado "De volta ao passado", do MC Ralph, que me deixou pensativo durante todo o evento e aumentou minha admiração à cultura e ao movimento.
Num tom de denúncia a música propõe uma conversa, uma espécie de aviso, de pessoas vivendo em 2080 que criam uma máquina do tempo para enviar alguns avisos ao passado. Durante o trajeto são lembrados alguns fatos que rolaram em anos anteriores como o fechamento do Ministério do Meio-Ambiente em 2013 e a formação de uma base auto-sustentável em 2020. Mais atual que isso, só mesmo se fosse fato (o que não está longe de acontecer).
Deixo então aqui a letra dessa música criado por MC Ralph com bases de Arthur Moura.
Abraços a todos os novos amigos!
De volta pro passado
Letra: MC Ralph
Base: Arthur Moura
2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho/
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/
Ei teste de áudio bom, vou tentar mais uma vez
calculo que alguém ouça o som por volta de 2006/
direcionei a máquina do tempo para o Brasil
na época que existia o estado do Rio/
traficantes travam treta tráfico traçado
polícia prende pagam propina pra promotor pecado/
paira pelo pátio do presídio e de colégios
quem pregava antes paz, hoje padece em sacrilégios/
Como aquele lá que invadia o Iraque
depois a Amazônia planejando o ataque/
Desde antes dessa época em que você me ouve
Não lutamos aceitamos hoje veja o que houve/
(cof cof cof) O ar ta poluído
no lugar da floresta prédios foram construídos/
inclusive destruídos por bombas e um exemplo
de como foi o suspense pense em 11 de Setembro/
Bin laden nunca encontrado por uma questão de lógica
a CIA já sabia da bomba biológica/
têntaram travar tantos tratos na clandestina
o Tio Sam teve que passar o controle da cocaína/
Esse é o cenário mundial que sucedeu
A geração do Mc’Donalds de um povo ateu/
Teu lucro, gerando a nossa esmola
Uma coisa aqui não muda: todos bebem coca-cola!/
2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/
Pesadelo resultado, de um sonho errôneo
Indústrias decretaram o fim da camada de ozônio/
De dia cinquenta graus, a noite menos de zero
Ministério da natureza nunca levado a sério/
Por pura politicagem, fechado em 2013,
Com intenção de cortar custos, que país é esse?/
Jovens e adultos vaiavam vários discursos
recusavam os insultos, lembravam Renato Russo!/
Direitos violados, jogos televisionados
Futebol, cobre com lençol e gera alienados./
Revoltados pelas ruas, praças e favelas
Cancelaram os jornais, e aumentaram as novelas!/
2020 foi um ano memorável
formamos uma base popular auto-sustentável/
contra o inimigo defendíamos os lares,
alguém nos batizou: “Novo Quilombo dos Palmares”/
2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/
Já fazem 60 anos, da nossa fundação
Toda manhã nosso povo se une pra oração/
São muitos os guerreiros, positiva vibração
Desejo a paz de Jesus como um bom cristão./
Por isso todos sábios do quilombo se uniram,
Para construir algo que nunca construíram/
Uma máquina que possa conversar com o passado
E avisar você que agente ta agindo errado/
Palmares sendo atacada vai cair em poucas horas
Nossa carta na manga são pequenas ondas sonoras/
Em forma de beat e rima, vem se aproxima
Pelo flow vou voltando no tempo com matéria prima/
Pra lembrar que tentar nunca é demais,
Senão lá na frente talvez não existiremos mais/
Paz vê se não esquece de salvar nossas vidas
Ralph agradece, “contos e batidas”./
2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/
2080, pra ser sincero
o mundo tá caótico tem que voltar do zero
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, “de volta pro passado”!/
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