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Cidade Limpa
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Clean city
Automatically translated into English thanks to WorldLingo
I think that never I will see
a billboard beautiful as a tree.
Perhaps, unless outdoors falls,
I never will see tree some.

I think that I shall to never see
billboard lovely the a tree.
Perhaps, unless the billboards fall,
I `ll to never see tree at all.


Ogden Nash, Song of the Open Road, 1933.
Parody of the poem of 1914 Trees de Joyce Kilmer.
I think that I shall to never see
It poem lovely the a tree.
(...)

Source: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html

January 21, 2008 | 12:16 PM Comments  1 comments

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Loucos

Quem é louco? Pergunto à senhora.
Aquele que ri ou aquele que chora?

Fôssemos todos loucos... loucos de dar nó
Doidos de pedra, banhados em chuva
Fumando cachimbos
Pulando num pé só.

- Murillo Martins

June 29, 2007 | 11:20 AM Comments  0 comments

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Aurora

Que a estrada contemple
os anseios da essência
e que a raiva
contida
seja mantida
em virtude da luta
não rancorosa
ora atribuída
por toda existência

- murillo martins

April 29, 2007 | 4:57 AM Comments  0 comments

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Por que cursar Ciências Sociais? - Crítica à maturidade acadêmica

por Tiago Mazeti *

É fato que as ciências sociais se configuram hoje como a superação da hipocrisia, alternativa crítica ao senso comum e, claro, como um conjunto de ciências extremamente humanista que visa à resolução das dificuldades sociais do homem. Para tanto, é necessário ao estudante de ciências sociais despir-se de sua própria hipocrisia, deixar de contribuir para com o senso comum, em sua palavra e em sua conduta. Isto significa transcender aquilo que somos enquanto indivíduos inseridos numa conjuntura mundial, ou seja, transformar a humanidade numa sociedade mais humanista, que agregue e não exclua, que coopere e não explore, que respeite e não marginalize.

O esforço dispensado por nós, futuros sociólogos, tem de objetivar uma postura acadêmica para fortalecer nosso caráter profissional e nossa maturidade pessoal. Esta preocupação parece-me imprescindível para que tenhamos uma formação sólida que nos possibilite embasar metodologicamente nossas críticas, afirmações e análises.

Todavia, ainda hoje, podemos perceber em um curso de ciências sociais uma enorme debilidade no que concerne à maturidade acadêmica, ou talvez sua inexistência, quando os estudantes se negam a discutir uma ementa de aula, ou até mesmo a grade curricular de seu próprio curso, de forma organizada, tendo como princípios fundamentais a ética acadêmica, a reciprocidade de respeito e o livre direito de expressão, desde que o façamos sem esquecermos que estamos em uma faculdade cujo curso possui demandas teóricas específicas.

A idiossincrasia deste curso não abarca de maneira alguma infantilidades que em nada contribuem a interação dos estudantes, para com o processo de maturação dos debates e com a produção do conhecimento em sala de aula. Sejamos nós weberianos, positivistas ou marxistas, nossas discordâncias têm de ser resolvidas de forma acadêmica e dentro da sala de aula, com o máximo de estudantes possível, não esquecendo que, ao tentar refutar a ideologia alheia, estamos criticando, antes de mais nada, idéias e não somente pessoas.

Mas qual seria a finalidade disto? Simplesmente provar que eu enquanto indivíduo estou correto e o outro não? Que eu detenho a razão absoluta?

Quando Albert Einstein foi indagado sobre a possibilidade de aplicar na prática sua teoria da transformação da matéria em energia, respondeu: “Isso equivale a atirar em pássaros num bosque com poucas árvores e no escuro total”. Anos depois, a humanidade perceberia, de forma drasticamente desumana, que Einstein estava errado. Contudo, um bom cientista não responde a uma questão como se o que fosse dizer correspondesse a uma verdade única e intransponível. Essa é a postura ideal para quem se pretende cientista em qualquer âmbito. Ouvir o outro (o contraponto) para depois debater, tendo como objetivo o avanço científico. Com isso, ao invés de isolarmos covardemente a contraposição, devemos aproximar os pontos de vista.

Esta meta aponta inexoravelmente para a consolidação da maturidade acadêmica, o que, de forma alguma, deve ser encarado como uma tarefa fácil. É a via mais árdua. Porém, se o que buscamos não é isso, não é a superação da futilidade humana, do descaso à falta de justiça social, com base na seriedade que a vida universitária exige, então pra que estudar ciências sociais?

* Tiago Mazeti é estudante do 5º semestre de Ciências Sociais do ISCA Faculdades e presidente do Diretório Acadêmico Vinte de Maio

March 14, 2007 | 9:27 AM Comments  1 comments

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Uma verdade inconveniente


Nesse documentário, Al Gore (que já foi ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América) exibe sua incansável e longa campanha ambiental. Seu objetivo é alertar a todos sobre os efeitos do aquecimento global e apontar as principais causas desse fenômeno que, gradativamente, vem alterando o comportamento de nosso ecossistema.

Mais do que uma simples campanha ambiental, é uma cutucada nas relações político-econômicas estabelecidas pelos principais (se não únicos) causadores desse problema: os seres humanos. Esses homens, apesar de suas máquinas fantásticas, ainda se baseiam na equação Economia x Planeta Terra para continuar a reprodução de seu capital e deixar toda questão ambiental para um outro momento.

Apoiado em dados científicos atualizados, Gore mostra como a verdade a respeito das políticas de preservação podem ser manipuladas por aqueles que detêm o poder.

March 5, 2007 | 8:23 AM Comments  0 comments

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Conversa de mão

Produzir pensando
pensar produzindo
pensando a produção

Mais do que uma conversa, é uma gritaria que gera uma overdose de sinapses.

February 7, 2007 | 1:56 PM Comments  0 comments

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Outro devaneio
Related to country: Brazil

Translations available in: Portuguese (original) | English

Nonsense again
Translated into English by: Murillo M dos Santos
Have a beer,
walk backwards,
read a book upside down,
wear colorful socks,
ask to talk to the manager,
eat with your mouth wide open,
pick your nose,
put your feet on the ground,
now put them in your head.

February 2, 2007 | 7:56 AM Comments  1 comments

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...
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"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "Vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "Vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "Vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

- Jose Regio

July 11, 2006 | 6:58 PM Comments  2 comments

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Eu = Célula
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Fim de semana no mínimo memorável. Participei da equipe editorial do projeto GEO Juvenil Brasil e pude aprender muito.

O GEO (Global Environment Outlook) é um projeto criado pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente) que atua na área ambiental e vem como uma resposta às Agendas 21. A grande participação de jovens nesse processo fez surgir então o GEO Juvenil criando publicações e processos específicos para esse público. A versão brasileira dessa iniciativa, GEO Juvenil Brasil, visa potencializar as iniciativas e articulações existentes além de publicar algumas expressões e idéias de jovens e organizações de juventude em relação ao meio-ambiente.

Dentro de todo esse processo, conheci pessoas das diversas regiões do país, aprendi novas metodologias, dinâmicas, sentimentos e pude até mesmo identificar alguns conceitos que venho estudando dentro desses 4 dias de trabalho. Uma das novidades foi uma nova admiração que surgiu da minha parte em relação ao Rap (enquanto elemento da cultura Hip Hop). Tratando da temática do evento, ouvi um som chamado "De volta ao passado", do MC Ralph, que me deixou pensativo durante todo o evento e aumentou minha admiração à cultura e ao movimento.

Num tom de denúncia a música propõe uma conversa, uma espécie de aviso, de pessoas vivendo em 2080 que criam uma máquina do tempo para enviar alguns avisos ao passado. Durante o trajeto são lembrados alguns fatos que rolaram em anos anteriores como o fechamento do Ministério do Meio-Ambiente em 2013 e a formação de uma base auto-sustentável em 2020. Mais atual que isso, só mesmo se fosse fato (o que não está longe de acontecer).

Deixo então aqui a letra dessa música criado por MC Ralph com bases de Arthur Moura.

Abraços a todos os novos amigos!

De volta pro passado
Letra: MC Ralph
Base: Arthur Moura

2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho/
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/

Ei teste de áudio bom, vou tentar mais uma vez
calculo que alguém ouça o som por volta de 2006/
direcionei a máquina do tempo para o Brasil
na época que existia o estado do Rio/
traficantes travam treta tráfico traçado
polícia prende pagam propina pra promotor pecado/
paira pelo pátio do presídio e de colégios
quem pregava antes paz, hoje padece em sacrilégios/

Como aquele lá que invadia o Iraque
depois a Amazônia planejando o ataque/
Desde antes dessa época em que você me ouve
Não lutamos aceitamos hoje veja o que houve/
(cof cof cof) O ar ta poluído
no lugar da floresta prédios foram construídos/
inclusive destruídos por bombas e um exemplo
de como foi o suspense pense em 11 de Setembro/

Bin laden nunca encontrado por uma questão de lógica
a CIA já sabia da bomba biológica/
têntaram travar tantos tratos na clandestina
o Tio Sam teve que passar o controle da cocaína/
Esse é o cenário mundial que sucedeu
A geração do Mc’Donalds de um povo ateu/
Teu lucro, gerando a nossa esmola
Uma coisa aqui não muda: todos bebem coca-cola!/

2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/

Pesadelo resultado, de um sonho errôneo
Indústrias decretaram o fim da camada de ozônio/
De dia cinquenta graus, a noite menos de zero
Ministério da natureza nunca levado a sério/
Por pura politicagem, fechado em 2013,
Com intenção de cortar custos, que país é esse?/
Jovens e adultos vaiavam vários discursos
recusavam os insultos, lembravam Renato Russo!/


Direitos violados, jogos televisionados
Futebol, cobre com lençol e gera alienados./
Revoltados pelas ruas, praças e favelas
Cancelaram os jornais, e aumentaram as novelas!/
2020 foi um ano memorável
formamos uma base popular auto-sustentável/
contra o inimigo defendíamos os lares,
alguém nos batizou: “Novo Quilombo dos Palmares”/

2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/


Já fazem 60 anos, da nossa fundação
Toda manhã nosso povo se une pra oração/
São muitos os guerreiros, positiva vibração
Desejo a paz de Jesus como um bom cristão./
Por isso todos sábios do quilombo se uniram,
Para construir algo que nunca construíram/
Uma máquina que possa conversar com o passado
E avisar você que agente ta agindo errado/

Palmares sendo atacada vai cair em poucas horas
Nossa carta na manga são pequenas ondas sonoras/
Em forma de beat e rima, vem se aproxima
Pelo flow vou voltando no tempo com matéria prima/
Pra lembrar que tentar nunca é demais,
Senão lá na frente talvez não existiremos mais/
Paz vê se não esquece de salvar nossas vidas
Ralph agradece, “contos e batidas”./

2080, pra ser sincero
não esperava tá aqui, vivo e tão velho
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, mas sim volte pro passado!/

2080, pra ser sincero
o mundo tá caótico tem que voltar do zero
quero que a gravação que hoje faço tão cansado
não vá para o futuro, “de volta pro passado”!/

July 5, 2006 | 3:22 PM Comments  0 comments

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